A morte. Eu já morri de tantas formas até aqui que nem lembro mais o sofrimento que passei. Deve ser difícil pra mim, ou pra você que lê, mas o fato é que meu ser ambíguo ainda se recupera de todos os desastres psicológicosno qual passei. Privo-me de sentimentos agora, pois a grandeza de meu eu é maior do que aguentar isso, e sinceramente, antes eu até me importava.
Parece que tantos assassinatos me tornaram um homem bem procurado. De certa forma é até redundante falar isso, e não lembro nada, exceto quando fui acordado as exatas 04h00min da manha:O policial gritava no meu ouvido pedindo como eu me chamava, e uma luz de cegar fritava meus olhos como ovos no café da manha. – Franc, MEU NOME É FRANC! E um golpe de coronha me fez apagar na mesma hora.
Nunca pensei que a cadeia seria minha ultima casa, e jurei pelo meu orgulho que não seria.
Segundo o que ouvi: alguém com quem me relacionei brevemente não havia morrido suficientemente para ficar em silencio, e como eu já me fazia suspeito – nas escuras – de vários outros crimes, essa foi a fagulha para minha incineração.
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
quarta-feira, 16 de março de 2011
Relicario - final
Nove da manha de um sábado ensolarado. A luz entrava pelo canto da janela não coberto pela cortina marrom terra. Tudo era úmido mas extremamente confortável. O sol formava um arco-iris no canto do quarto por conta da água que gotejava do teto. Esse tipo de quarto você encontra por menos de cem reais a noite. Além da umidade, havia uma cama de molas e roupas de cama que cheiravam naftalina com canela. Também uma mesa de escritório antiga, parecida com aquelas que passam de geração em geração e um armário com o mesmo cheiro da cama. No chão se estendia desde a porta do quarto até o meio uma mancha longa e escura como uma grande mancha de vinho, mas não pude identificar o que era.
Eu estava contando os segundos entre uma gota e outra, até que alguém bate na porta chamando por mim. Eu ainda sonolento, e alegre por poder dormir no quentinho de uma cama novamente: - Aquele hotel me fez sentir vivo novamente. Dirigi-me até a porta, e a abri vagarosamente. Foi quando um punho veio de encontro ao meu rosto. Naquele momento que passava tão lentamente, imaginei uma música clássica em minha mente, enquanto ia de encontro ao chão. Não tive chance de defesa e caí instantaneamente. – Isso me fez lembrar historias de pessoas apanhando. Tentei falar, mas o maluco parecia não querer parar. Me esforcei até conseguir jogar-lhe para o lado, me estiquei até a mesinha e agarrei a garrafa de vinho que estava sob a mesa e desferi um único golpe em seu crânio, que o fez cair na hora. Rapidamente utilizei o restante da garrafa que ficara em minha mão e voei para cima do agressor - Um homem de uns trinta e cinco anos de cabelos negros e lisos e um bigode de xerife - e fiz um corte certeiro em sua jugular. Curiosamente, outra mancha se formou no local e pude vislumbrar os possíveis acontecimentos que antecederam minha estadia no hotel. Era assim que nascia um assassino.
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Relicário - Parte 2
Foi tudo muito difícil, e complicado. Fiquei os dois anos seguintes morando em uma casa abandonada. Pagava a um mendigo para comprar comida e bebida. Saía pelas ruas, sempre disfarçado, embora vez ou outra eu fosse reconhecido, e era obrigado a fugir novamente. Apeguei-me tanto ao tal mendigo, que comecei a chamar de pai.
Meu dinheiro precisava de um banco, e eu já era maior de idade. Agora poderia sair por aí sem ser perseguido, embora eu sempre fosse metralhado por perguntas, perguntas muitas vezes de pessoas que eu nem conhecia, ou nem lembrava mais.
Notícias não eram necessárias, eu estava sabendo de tudo o que havia acontecido nesses dois anos. Claro! Eu estava “logo ali”, e jornais eram vendidos em todo o lugar.
Recuperei o dinheiro que me faltava da herança, e depositei junto com o restante, que sobrara do que eu havia levado quando fugi de casa.
Parecia tudo tão certo, exceto pelo boato que corria pela cidade. Boato que me declarava culpado pela morte de minha mãe. Um tanto contraditório, sendo que minha mãe havia morrido no hospital. Esperei, e tinha certeza de que algum maluco iria me procurar tentando fazer “justiça”. Isso era comum em Malta, tão comum que meu palpite estava certo.
CONTINUA...
Meu dinheiro precisava de um banco, e eu já era maior de idade. Agora poderia sair por aí sem ser perseguido, embora eu sempre fosse metralhado por perguntas, perguntas muitas vezes de pessoas que eu nem conhecia, ou nem lembrava mais.
Notícias não eram necessárias, eu estava sabendo de tudo o que havia acontecido nesses dois anos. Claro! Eu estava “logo ali”, e jornais eram vendidos em todo o lugar.
Recuperei o dinheiro que me faltava da herança, e depositei junto com o restante, que sobrara do que eu havia levado quando fugi de casa.
Parecia tudo tão certo, exceto pelo boato que corria pela cidade. Boato que me declarava culpado pela morte de minha mãe. Um tanto contraditório, sendo que minha mãe havia morrido no hospital. Esperei, e tinha certeza de que algum maluco iria me procurar tentando fazer “justiça”. Isso era comum em Malta, tão comum que meu palpite estava certo.
CONTINUA...
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Relicário
Busquei achar explicações para o que eu estava sentindo, e isso me fez lembrar quando eu comecei nesse "ramo". Minha vida sempre foi pacata, nasci dia 12/08/52 morava com minha mãe e meu pai. Meu pai era pintor, e suas obras impressionistas eram de tal beleza que não se comparava a de outros artistas. Pena que sua vida, e seus sofrimentos particulares o levaram a loucura, e o fizeram sair de casa. Aos 12 anos, eu era o homem da casa, e minha herança era grandiosa.
Minha mãe nunca parou de trabalhar após o “sumiço” de meu pai. Ela costurava, e muito bem. O ganho com as roupas era o suficiente para cobrir o custo do mercado, não que precisasse, mas isso a deixava mais orgulhosa de seu serviço.
Pouco após eu ter completado 17 anos, minha mãe me deixara também, devido a complicações estomacais pelo excesso de café, que hoje, quase que passado de mãe para filho, eu também tenho. Sofri muito com sua morte. Pessoas tentaram me levar para casas de apoio, internatos e tantas outras instituições, mas acabei por fugir com todo o dinheiro que ficava no cofre da nossa família.
CONTINUA...
Minha mãe nunca parou de trabalhar após o “sumiço” de meu pai. Ela costurava, e muito bem. O ganho com as roupas era o suficiente para cobrir o custo do mercado, não que precisasse, mas isso a deixava mais orgulhosa de seu serviço.
Pouco após eu ter completado 17 anos, minha mãe me deixara também, devido a complicações estomacais pelo excesso de café, que hoje, quase que passado de mãe para filho, eu também tenho. Sofri muito com sua morte. Pessoas tentaram me levar para casas de apoio, internatos e tantas outras instituições, mas acabei por fugir com todo o dinheiro que ficava no cofre da nossa família.
CONTINUA...
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Sinfonía número 2
Não existem escolhas depois que você começa. Quando o vicio toma parte de você, ao mesmo tempo você o mantém vivo. Eu procuro moderar, é difícil fazer amizades, e criar álibis me toma muito tempo. Hoje em dia me perguntam se eu já fui preso. Lógico! Mas eu era tão bom no que fazia que as mínimas provas encontradas, não bastavam para me enjaularem por mais de uma noite.
Depois do dia em que me vi desorientado e tendo que fugir. Pensei que talvez fosse à hora de alguém me pagar por tantos crimes. Se bem que ninguém nunca pediu nada a mim. Isso se torna confuso e engraçado pra mim, o fato é que depois de pensar, continuei. Creio que foi a melhor escolha, mas depende muito do ponto de vista. Eu estava ficando farto de tudo aquilo, e o sangue já não me dava prazer.
Depois do dia em que me vi desorientado e tendo que fugir. Pensei que talvez fosse à hora de alguém me pagar por tantos crimes. Se bem que ninguém nunca pediu nada a mim. Isso se torna confuso e engraçado pra mim, o fato é que depois de pensar, continuei. Creio que foi a melhor escolha, mas depende muito do ponto de vista. Eu estava ficando farto de tudo aquilo, e o sangue já não me dava prazer.
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Ser, ou não ser?

Tomei o ar, e segui em frente, ainda que minhas pernas parecessem me matar a cada segundo. Peguei distancia o mais rápido que consegui, e mesmo machucado pude me impulsionar o suficiente para lançar-me ao ar, que logo mais seria interrompido pelo barulho de meu corpo se chocando com a água.
Pergunto-me, como fui parar onde fui parar? E por que diabos alguém me levaria até lá? Pergunta esta que me foi respondida logo após despir-me, já em casa, quando encontrei em um dos bolsos de minha jaqueta um bilhete que dizia o seguinte:
- Você não é o único, a saber, sobre sua existência.
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Velhos e bons tempos

Os velhos tempos, mesmo que por aqui contados me trazem lembranças boas.
Eu devia ter meus 25 anos e estava em Londres. Aproveitei para curtir o bom do rock inglês e beber um pouco pela cidade, já que provavelmente a chance de voltar demoraria um pouco.
Fazia frio, e chovia naquela noite. Busquei me aconchegar em um bar e tomar uns “drinks” e foi isso que eu fiz. Sentei-me em uma mesa redonda com uma luminária de velas, e enquanto ia me sentando, e tirando o sobretudo, percebi que um garoto de uns 18 anos se aproximava para sentar na mesa ao lado. Quando olhei de novo, não pude conter minha felicidade em vê-lo. – O tal garoto havia me causado problemas a aproximadamente um ano deste tempo. Eu namorava uma garota, e acho que já me faço entender apenas com estas palavras.
Ele me reconhecera na hora, e imediatamente se retirara da mesa diretamente pra fora do bar. Levantei e me dirigi lentamente até a porta de saída, então seguindo o “moleque” até em casa.
Chegando lá aguardei uma hora, até que a situação já estivesse finalmente esquecida. A chuva já havia aumentado, logo o risco de alguém me ver era praticamente nulo. Bati na porta uma, duas, três vezes até o garoto abrir, sem idéia de quem o aguardava.
Eu levava sempre comigo um canivete, algo simples, nada muito especial. Mas já me salvara muitas vezes da morte, ou deveria dizer: “da vida”.
O garoto ficou inerte e quase de joelhos em minha frente enquanto eu ironizava as seguintes palavras: Estou com medo do escuro!
Esfaquear: Atacar com faca, cortar, penetrar com a faca inúmeras vezes, dar muitas facadas.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Sarah parte 2
Conforme o misterioso carro se aproximava do velho galpão, mais de longe eu o observava: eu sabia que não poderia facilitar, e minha “profissão” já era arriscada o suficiente para eu deixar de tomar certos cuidados.
Esperei até o carro entrar pelo portão lateral, e assim cuidadosamente me aproximei. Era clara a obviedade do plano desde a perseguição: me atrair para o galpão e, bem, o resto irei descobrir.
Cheguei a uns 100 metros do velho galpão, estacionei meu maverick, saquei minha magnum 44, então segui a pé me aproximando devagar até a porta dos fundos, que se encontrava aberta. Coincidência ou não, pensei seriamente em entrar, mas a janela um pouco mais a esquerda da porta me chamara à atenção. Dei uma breve olhada pela janela, onde só conseguia ver uma sala, era um escritório: havia uma escrivaninha, alguns fichários, papéis espalhados, e muito, mas muito pó. Levantei a trava que bloqueava a janela e “segurando pelo vidro” a abri vagarosamente, o que não impediu de a mesma emitir um rangido estridente.
Existem coisas que você sabe que deveria ter feito, e aos poucos você começa a perceber que é difícil haver uma segunda chance, mas também, não custa nada tentar.
Espiei pela fenda da fechadura do escritório, e obtive uma resposta, uma resposta surpresa com o nome de Sr. Hernan. Repentinamente passou um breve filme em minha cabeça sobre tudo o que havia acontecido no mês anterior e claro: a mentirosa historia de Sr Hernan sobre meu pai. Eu havia me convencido de que ele me observava a algum tempo, e demonstrou profunda paciência em aprender sobre mim. Eu precisava acabar novamente com a concorrência e seria naquela hora que eu o faria.
Eu sempre soube o que fazer nessas horas, mas naquele momento eu senti medo pela primeira vez. Espiei pela fechadura novamente e vi Sr Hernan de costas para onde eu observava. Havia tubulações de gás e muitas caixas empilhadas, o que teoricamente facilitaria para mim em caso de algo dar errado.
Abri lentamente a porta, que por sorte estava encostada, - esta que felizmente não rangeu. Andei agachado até chegar bem próximo de Sr Hernan, então me levantei rapidamente. – PRO CHÃO FILHO DA PUTA!
– Ele estava realmente surpreso em ver que eu não entrara por onde ele havia planejado, suava feito um porco e rapidamente obedeceu. Acho que nunca estivera tão próximo da morte, mas eu havia mudado isso. Não tive pena: destruí sua perna com um tiro bem dado em seu joelho, e ecoou pelo galpão o seu grito de dor. Tirei a arma de perto dele e segui caminhando em direção ao tubo de gás, no qual desferi vários golpes de coronha para abrir o registro que obstruía a saída do gás. Acendi alguns trapos velhos que eu encontrara no escritório e deixei com que o “vazamento de gás” fizesse o resto do trabalho. Saí correndo para fora e quando passava pelo carro de Sr em breve falecido Hernan ouvi batidas em seu porta malas. – Você é um fracasso: pensei em voz alta. Abri o porta malas e logo pude reconhecer a suposta filha de Sr Hernan amarrada e amordaçada dentro do mesmo, e rapidamente sem qualquer cuidado a soltei. – Qual é o seu nome menina? Ainda com dificuldade para respirar ela respondeu.
– Meu nome é Sarah.
Esperei até o carro entrar pelo portão lateral, e assim cuidadosamente me aproximei. Era clara a obviedade do plano desde a perseguição: me atrair para o galpão e, bem, o resto irei descobrir.
Cheguei a uns 100 metros do velho galpão, estacionei meu maverick, saquei minha magnum 44, então segui a pé me aproximando devagar até a porta dos fundos, que se encontrava aberta. Coincidência ou não, pensei seriamente em entrar, mas a janela um pouco mais a esquerda da porta me chamara à atenção. Dei uma breve olhada pela janela, onde só conseguia ver uma sala, era um escritório: havia uma escrivaninha, alguns fichários, papéis espalhados, e muito, mas muito pó. Levantei a trava que bloqueava a janela e “segurando pelo vidro” a abri vagarosamente, o que não impediu de a mesma emitir um rangido estridente.
Existem coisas que você sabe que deveria ter feito, e aos poucos você começa a perceber que é difícil haver uma segunda chance, mas também, não custa nada tentar.
Espiei pela fenda da fechadura do escritório, e obtive uma resposta, uma resposta surpresa com o nome de Sr. Hernan. Repentinamente passou um breve filme em minha cabeça sobre tudo o que havia acontecido no mês anterior e claro: a mentirosa historia de Sr Hernan sobre meu pai. Eu havia me convencido de que ele me observava a algum tempo, e demonstrou profunda paciência em aprender sobre mim. Eu precisava acabar novamente com a concorrência e seria naquela hora que eu o faria.
Eu sempre soube o que fazer nessas horas, mas naquele momento eu senti medo pela primeira vez. Espiei pela fechadura novamente e vi Sr Hernan de costas para onde eu observava. Havia tubulações de gás e muitas caixas empilhadas, o que teoricamente facilitaria para mim em caso de algo dar errado.
Abri lentamente a porta, que por sorte estava encostada, - esta que felizmente não rangeu. Andei agachado até chegar bem próximo de Sr Hernan, então me levantei rapidamente. – PRO CHÃO FILHO DA PUTA!
– Ele estava realmente surpreso em ver que eu não entrara por onde ele havia planejado, suava feito um porco e rapidamente obedeceu. Acho que nunca estivera tão próximo da morte, mas eu havia mudado isso. Não tive pena: destruí sua perna com um tiro bem dado em seu joelho, e ecoou pelo galpão o seu grito de dor. Tirei a arma de perto dele e segui caminhando em direção ao tubo de gás, no qual desferi vários golpes de coronha para abrir o registro que obstruía a saída do gás. Acendi alguns trapos velhos que eu encontrara no escritório e deixei com que o “vazamento de gás” fizesse o resto do trabalho. Saí correndo para fora e quando passava pelo carro de Sr em breve falecido Hernan ouvi batidas em seu porta malas. – Você é um fracasso: pensei em voz alta. Abri o porta malas e logo pude reconhecer a suposta filha de Sr Hernan amarrada e amordaçada dentro do mesmo, e rapidamente sem qualquer cuidado a soltei. – Qual é o seu nome menina? Ainda com dificuldade para respirar ela respondeu.
– Meu nome é Sarah.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Sarah
Saí de casa tarde, e sem tomar café. Existem dias estranhos em que queremos fazer as coisas de modo totalmente diferente do que deveriam ser feitas, e nos deparamos com coisas ou pessoas que não imaginaríamos encontrar
Passei pelo parque da cidade, e fui dirigir para algum lugar que me fizesse pensar um pouco, não que fizesse diferença, mas mesmo assim eu queria tentar.
Saí da cidade, passando em meio a um corredor de árvores quase que infinito, e muita umidade, pois naquela época do ano chovia muito. Percebi que desde que eu havia saído da área da cidade, alguém me fizera companhia de longe. Alguém estava me seguindo, e eu precisava saber o motivo. Pisei fundo no acelerador, e segui como se estivesse fugindo, e como era de se esperar, o outro carro fizera o mesmo para não me perder de vista.
Eu não costumo ter humor prolongado e aquilo já estava me enchendo o saco. Estávamos a 10 km da cidade e eu ainda não havia percebido o motivo da perseguição sem ação, então parei o meu maverick no acostamento, fui até o porta-malas e de lá saquei minha espingarda. Andei em direção ao outro carro, enquanto ele se aproximava lentamente, mas ao perceber que eu estava armado, saiu em disparada, e passou por mim fritando pneus.
Agora a perseguição havia mudado, e ironicamente eu estava perseguindo. – Na verdade as coisas deveriam sempre funcionar assim.
CONTINUA...
Passei pelo parque da cidade, e fui dirigir para algum lugar que me fizesse pensar um pouco, não que fizesse diferença, mas mesmo assim eu queria tentar.
Saí da cidade, passando em meio a um corredor de árvores quase que infinito, e muita umidade, pois naquela época do ano chovia muito. Percebi que desde que eu havia saído da área da cidade, alguém me fizera companhia de longe. Alguém estava me seguindo, e eu precisava saber o motivo. Pisei fundo no acelerador, e segui como se estivesse fugindo, e como era de se esperar, o outro carro fizera o mesmo para não me perder de vista.
Eu não costumo ter humor prolongado e aquilo já estava me enchendo o saco. Estávamos a 10 km da cidade e eu ainda não havia percebido o motivo da perseguição sem ação, então parei o meu maverick no acostamento, fui até o porta-malas e de lá saquei minha espingarda. Andei em direção ao outro carro, enquanto ele se aproximava lentamente, mas ao perceber que eu estava armado, saiu em disparada, e passou por mim fritando pneus.
Agora a perseguição havia mudado, e ironicamente eu estava perseguindo. – Na verdade as coisas deveriam sempre funcionar assim.
CONTINUA...
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Identidade
Foram dois longos anos que eu passei longe de Malta, e foi o suficiente para eu entender que as coisas estavam mudadas por lá. Desde o ultimo “incidente”, resolvi partir para qualquer lugar que me livrasse do peso da culpa, e da cadeia também.
Arrumei as malas e parti. Chovia muito, então me aproveitei para não ser percebido saindo de meu apartamento, já que todos ficavam aconchegados em seus cobertores, e como era domingo, não havia nada melhor para se fazer.
Após horas, muitas horas de viagem, postos de gasolina, frentistas, prostitutas querendo trabalhar, algo havia me chamado atenção. Em meio a árvores, e vegetação alta na margem da estrada havia uma placa que dizia: Costa Norte a 30 km. Imediatamente percebi que já havia encontrado uma nova cidade para me “acolher”.
Eram 13h23min, e eu havia chegado à Costa Norte, nome este, que fora dado em homenagem ao grande lago ao norte da cidade: Lago Maia Costa- que era popularmente chamado pela população, de Lago Maia. Era uma cidade pequena, aproximadamente vinte mil habitantes, pessoas aparentemente felizes com a vida e de bem uns com os outros.
Estacionei meu maverick 73 em frente à prefeitura, entrei para anunciar minha chegada à cidade, e fazer algumas amizades influentes - pois nesse ramo isso conta muito, e é de suma importância ter uma boa “carta na manga”.
Não demorou muito e encontrei um bom apartamento, então decidi de uma vez que por lá eu ficaria. Apartamento este, que ficava de frente para a avenida principal da cidade, havia uma linda vista, vizinhança boa, e suspeita zero.
Mais três anos se passaram, e estava na hora de eu começar a agir novamente. Meu circulo de amizades estava completo, minha influencia dentre o meio já estava começando a dar o ar de sua graça, afinal... - Eu era um cara legal, pelo menos até que provassem o contrário.
Arrumei as malas e parti. Chovia muito, então me aproveitei para não ser percebido saindo de meu apartamento, já que todos ficavam aconchegados em seus cobertores, e como era domingo, não havia nada melhor para se fazer.
Após horas, muitas horas de viagem, postos de gasolina, frentistas, prostitutas querendo trabalhar, algo havia me chamado atenção. Em meio a árvores, e vegetação alta na margem da estrada havia uma placa que dizia: Costa Norte a 30 km. Imediatamente percebi que já havia encontrado uma nova cidade para me “acolher”.
Eram 13h23min, e eu havia chegado à Costa Norte, nome este, que fora dado em homenagem ao grande lago ao norte da cidade: Lago Maia Costa- que era popularmente chamado pela população, de Lago Maia. Era uma cidade pequena, aproximadamente vinte mil habitantes, pessoas aparentemente felizes com a vida e de bem uns com os outros.
Estacionei meu maverick 73 em frente à prefeitura, entrei para anunciar minha chegada à cidade, e fazer algumas amizades influentes - pois nesse ramo isso conta muito, e é de suma importância ter uma boa “carta na manga”.
Não demorou muito e encontrei um bom apartamento, então decidi de uma vez que por lá eu ficaria. Apartamento este, que ficava de frente para a avenida principal da cidade, havia uma linda vista, vizinhança boa, e suspeita zero.
Mais três anos se passaram, e estava na hora de eu começar a agir novamente. Meu circulo de amizades estava completo, minha influencia dentre o meio já estava começando a dar o ar de sua graça, afinal... - Eu era um cara legal, pelo menos até que provassem o contrário.
domingo, 22 de agosto de 2010
Funeral
Névoa: É uma nuvem stratus cuja base está no solo ou perto dele e reduz a visibilidade a menos de um quilômetro.
Naquele dia, uma névoa cobriu Malta, e eu saí para "caçar", como um lobo arrebata sua presa em dia de grande fome. Estaria eu trancado em casa, se não aproveitasse desse belo fenômeno da natureza para trabalhar. Banhando a cidade em um tom embranquecido e transparente, a névoa chegara para dar um ar sombrio e ao mesmo tempo um sentimento e vontade de permanecer o mais fundo possível em meio aos cobertores. Eu que costumava pular cedo da cama, naquele dia permaneci recolhido por mais uns vinte curtos, embora longos minutos.
A cidade estava perfeita para mim, todos se concentravam para o funeral do Senhor prefeito, um homem "honesto"- Não contive a gargalhada. Aproveitei-me mais uma vez da situação e confesso que aproveitar-me da situação já estava por se tornar um hábito incongruente.
Becos são lugares interessantes e que me cativavam de certa forma, e com ajuda da neblina isso se tornava mais interessante ainda: Procurei um lugar para ficar e aguardar, enquanto varias pessoas passavam em frente da pequena rua, eu as matava uma a uma, silenciosamente com os olhos. Dei uma breve espiadela e vi que se aproximava um homem de aparentemente uns 34 anos, baixo, calvo, e os poucos fios de cabelo que lhe restaram na cabeça, já se tornavam grisalhos. Aguardei por um instante, e no momento em que o homem atravessara a linha de meu corpo com a calçada, eu o agarrei, de forma rápida saquei minha faca, e com ela desferi inicialmente um só golpe vertical, que se iniciou no umbigo e parou no inicio do peito do homem, que nem teve tempo de reagir. Apenas pude ouvir seu ultimo fio de respiração, uma respiração coberta por sangue, e um ruído estranho. Por fim desferi em minha vítima, agora já morta, o ultimo golpe, e no centro de seu crânio como de costume acontecia, o sangue jorrou como água., e com todo o restante se misturou, formando uma grande poça vermelha.
Naquele dia, uma névoa cobriu Malta, e eu saí para "caçar", como um lobo arrebata sua presa em dia de grande fome. Estaria eu trancado em casa, se não aproveitasse desse belo fenômeno da natureza para trabalhar. Banhando a cidade em um tom embranquecido e transparente, a névoa chegara para dar um ar sombrio e ao mesmo tempo um sentimento e vontade de permanecer o mais fundo possível em meio aos cobertores. Eu que costumava pular cedo da cama, naquele dia permaneci recolhido por mais uns vinte curtos, embora longos minutos.
A cidade estava perfeita para mim, todos se concentravam para o funeral do Senhor prefeito, um homem "honesto"- Não contive a gargalhada. Aproveitei-me mais uma vez da situação e confesso que aproveitar-me da situação já estava por se tornar um hábito incongruente.
Becos são lugares interessantes e que me cativavam de certa forma, e com ajuda da neblina isso se tornava mais interessante ainda: Procurei um lugar para ficar e aguardar, enquanto varias pessoas passavam em frente da pequena rua, eu as matava uma a uma, silenciosamente com os olhos. Dei uma breve espiadela e vi que se aproximava um homem de aparentemente uns 34 anos, baixo, calvo, e os poucos fios de cabelo que lhe restaram na cabeça, já se tornavam grisalhos. Aguardei por um instante, e no momento em que o homem atravessara a linha de meu corpo com a calçada, eu o agarrei, de forma rápida saquei minha faca, e com ela desferi inicialmente um só golpe vertical, que se iniciou no umbigo e parou no inicio do peito do homem, que nem teve tempo de reagir. Apenas pude ouvir seu ultimo fio de respiração, uma respiração coberta por sangue, e um ruído estranho. Por fim desferi em minha vítima, agora já morta, o ultimo golpe, e no centro de seu crânio como de costume acontecia, o sangue jorrou como água., e com todo o restante se misturou, formando uma grande poça vermelha.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
15:00
Todos sabem que alguns políticos não são os melhores em fazer política, e bem, não sou a melhor pessoa pra falar de coisas erradas, mas muitas vezes não custa dar uma “forcinha”.
Eu tinha muitos contatos em Malta, e muitos algumas vezes me safaram da prisão, não que eu já não tenha sido preso, mas acredito que essa não seja a melhor hora pra falar disso, e tenho certeza que logo mais vocês saberão. Esses meus contatos ou informantes, como desejarem, me deixavam a par de tudo o que acontecia na cidade, e algumas vezes eu me deparava com alguns eventos interessantíssimos que por acaso cruzavam o meu caminho.
O prefeito Julio Marco Candietti, a primeira vista era a lei em pessoa, embora muitos achavam que um latão de lixo valia mais do que uma palavra que o careca e gordo prefeito falava, e não só falava, mas fazia, ao contrario e as escondidas, ou como diria minha falecida mãe: por baixo dos panos. Então decidi bancar o bonzinho e o maldoso ao mesmo tempo, na verdade não gosto de pensar assim, afinal, morte é morte e só.
Havia dias da semana em que o prefeito saía para se reunir com dirigentes das cidades vizinhas, eu já estava ciente de tudo isso, e de como eu faria o “trabalho”. O prefeito saía sozinho por baixo da prefeitura, em sua garagem privada, e é obvio que ninguém acreditou que ele realmente saía em reunião com dirigentes, mas sim para atividades ilegais, corrupção, pagamento de propinas e creio eu que todos já conhecem essa velha historia, e como a cidade ainda era pequena naquela época...bem, acredito que seria bem mais fácil esconder a sujeira.
Eu estava planejando isso fazia tempo, não que precisasse, era só entrar, matar e sair, não havia monitoramento algum então não precisei preocupar-me. Eu já havia comprado a arma fazia dois anos e foi a segunda vez que eu sangrei alguém com ela, uma linda pistola 380.
Era uma quarta feira, tomei meu café, vesti meu melhor terno, penteei meu cabelo, dei uma breve parada na loja de travesseiros, e segui em direção da prefeitura de Malta. Cheguei a meu destino as 14h30min, meia hora antes da saída do prefeito para as tais reuniões. Chequei todos os carros até encontrar o carro do Sr. Julio Marco, então saquei uma batata que estava em minha mochila para entupir o cano de descarga do carro. Meia hora depois lá estava o prefeito tentando dar partida, fiquei escondido atrás da coluna que ficava ao lado de seu automóvel, e aguardei ele sair do mesmo, para verificar se havia algo errado. Enquanto ele se preocupava em arrancar a batata do cano de descarga, eu me aproximei lentamente, e apenas uma coronhada foi o suficiente para deixar o Sr. excelentíssimo prefeito de Malta no chão. Saquei finalmente a arma, peguei o travesseiro e com um tiro silencioso o pintei de sangue, um sangue com um nível alto de gordura creio eu.
Eu tinha muitos contatos em Malta, e muitos algumas vezes me safaram da prisão, não que eu já não tenha sido preso, mas acredito que essa não seja a melhor hora pra falar disso, e tenho certeza que logo mais vocês saberão. Esses meus contatos ou informantes, como desejarem, me deixavam a par de tudo o que acontecia na cidade, e algumas vezes eu me deparava com alguns eventos interessantíssimos que por acaso cruzavam o meu caminho.
O prefeito Julio Marco Candietti, a primeira vista era a lei em pessoa, embora muitos achavam que um latão de lixo valia mais do que uma palavra que o careca e gordo prefeito falava, e não só falava, mas fazia, ao contrario e as escondidas, ou como diria minha falecida mãe: por baixo dos panos. Então decidi bancar o bonzinho e o maldoso ao mesmo tempo, na verdade não gosto de pensar assim, afinal, morte é morte e só.
Havia dias da semana em que o prefeito saía para se reunir com dirigentes das cidades vizinhas, eu já estava ciente de tudo isso, e de como eu faria o “trabalho”. O prefeito saía sozinho por baixo da prefeitura, em sua garagem privada, e é obvio que ninguém acreditou que ele realmente saía em reunião com dirigentes, mas sim para atividades ilegais, corrupção, pagamento de propinas e creio eu que todos já conhecem essa velha historia, e como a cidade ainda era pequena naquela época...bem, acredito que seria bem mais fácil esconder a sujeira.
Eu estava planejando isso fazia tempo, não que precisasse, era só entrar, matar e sair, não havia monitoramento algum então não precisei preocupar-me. Eu já havia comprado a arma fazia dois anos e foi a segunda vez que eu sangrei alguém com ela, uma linda pistola 380.
Era uma quarta feira, tomei meu café, vesti meu melhor terno, penteei meu cabelo, dei uma breve parada na loja de travesseiros, e segui em direção da prefeitura de Malta. Cheguei a meu destino as 14h30min, meia hora antes da saída do prefeito para as tais reuniões. Chequei todos os carros até encontrar o carro do Sr. Julio Marco, então saquei uma batata que estava em minha mochila para entupir o cano de descarga do carro. Meia hora depois lá estava o prefeito tentando dar partida, fiquei escondido atrás da coluna que ficava ao lado de seu automóvel, e aguardei ele sair do mesmo, para verificar se havia algo errado. Enquanto ele se preocupava em arrancar a batata do cano de descarga, eu me aproximei lentamente, e apenas uma coronhada foi o suficiente para deixar o Sr. excelentíssimo prefeito de Malta no chão. Saquei finalmente a arma, peguei o travesseiro e com um tiro silencioso o pintei de sangue, um sangue com um nível alto de gordura creio eu.
quarta-feira, 14 de julho de 2010
vīnum
Existem várias formas de se morrer, ou de ser morto, assim como várias faces da morte, e muitas são as expressões faciais exprimidas nesse momento tão doloroso ou não, que todos iremos passar um dia.
Acordei muito bem aquele dia, os pássaros cantavam, havia sol depois de uma "interminável" chuva. O café estava especialmente bom naquele dia, e na verdade meu dia estava perfeito, eu precisava só mais uma coisa para tornar melhor.
A fazenda do Sr. Folson, um lugar ótimo para se viver, Sr. Folson era produtor de deliciosos vinhos e eu já era seu cliente há muito tempo. Naquele dia o bom homem não se encontrava na fazenda, sua esposa Eliza Folson me informara que seu marido teria ido a Malta, pagar contas e comprar algumas sementes para suas plantações, pedi-lhe então que me levasse até o porão onde ficava a vinícola, pois eu gostaria de escolher alguns de seus melhores vinhos. Confesso que aquele lugar me causava coceira no nariz, muito empoeirado, úmido, minha renite às vezes me "matava". Entramos e fui logo escolhendo, ao mesmo tempo em que a Sra Folson ia me indicando quanto ao ano e a qualidade dos vinhos. Tinham várias prateleiras cheias de garrafas
Eu bem sabia que não estava lá para comprar vinho algum, mas a Sra Folson não. Aquele dia estava perfeito demais, então resolvi diferenciar, em um momento de distração da pobre mulher, agarrei uma das garrafas e num movimento rápido acertei a parte frontal de sua cabeça, o impacto fora tão grande que pude ouvir seu crânio rachando, e devido a isso pude ter certeza que a vida já não habitava mais aquele corpo. Deixei seu corpo como havia caído, então segurei uma das prateleiras que estava posicionada em frente ao corpo, não precisei fazer muita força, apenas apoiei meu pé na parede e empurrei a prateleira de modo que caísse em cima do corpo da Sra Folson, o barulho foi grande, saí imediatamente de lá e não deixei de levar minha recompensa por tanto esforço.
Acordei muito bem aquele dia, os pássaros cantavam, havia sol depois de uma "interminável" chuva. O café estava especialmente bom naquele dia, e na verdade meu dia estava perfeito, eu precisava só mais uma coisa para tornar melhor.
A fazenda do Sr. Folson, um lugar ótimo para se viver, Sr. Folson era produtor de deliciosos vinhos e eu já era seu cliente há muito tempo. Naquele dia o bom homem não se encontrava na fazenda, sua esposa Eliza Folson me informara que seu marido teria ido a Malta, pagar contas e comprar algumas sementes para suas plantações, pedi-lhe então que me levasse até o porão onde ficava a vinícola, pois eu gostaria de escolher alguns de seus melhores vinhos. Confesso que aquele lugar me causava coceira no nariz, muito empoeirado, úmido, minha renite às vezes me "matava". Entramos e fui logo escolhendo, ao mesmo tempo em que a Sra Folson ia me indicando quanto ao ano e a qualidade dos vinhos. Tinham várias prateleiras cheias de garrafas
Eu bem sabia que não estava lá para comprar vinho algum, mas a Sra Folson não. Aquele dia estava perfeito demais, então resolvi diferenciar, em um momento de distração da pobre mulher, agarrei uma das garrafas e num movimento rápido acertei a parte frontal de sua cabeça, o impacto fora tão grande que pude ouvir seu crânio rachando, e devido a isso pude ter certeza que a vida já não habitava mais aquele corpo. Deixei seu corpo como havia caído, então segurei uma das prateleiras que estava posicionada em frente ao corpo, não precisei fazer muita força, apenas apoiei meu pé na parede e empurrei a prateleira de modo que caísse em cima do corpo da Sra Folson, o barulho foi grande, saí imediatamente de lá e não deixei de levar minha recompensa por tanto esforço.
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Jolene parte 2 (Resposta à loucura)
Homicídio é um crime, vem do latim "hominis excidium", e consiste no ato de uma pessoa matar outra.
Não houve pedra alguma, ela nem ao menos resvalara, toda aquela situação já estava sendo demais pra mim. Enquanto eu trocava o pneu, a menina reclamava impaciente dizendo que se tivesse ido de ônibus ainda chegaria mais rápido em Buona vita, eu não pude suportar minha raiva, e nem quis suportar, me virei e acertei seu crânio com a chave de rodas fazendo a garota morrer instantaneamente. Era mais pesada do que parecia, coloquei seu corpo no porta malas, dei partida e saí em direção ao monte do javali, que naquela época era onde se praticava a caça ao javali. Entrei na estrada de terra, uma estrada íngreme e de difícil acesso, demorei pouco mais de vinte minutos para chegar onde eu iria enfim desovar o corpo que "descansava" no porta malas de meu maverick 73. Retirei o corpo, o despi, e o arrastei em direção à "vala", a vala era onde os caçadores despejavam os restos mortais de suas caças, e era onde a Srta. Jolene ficaria até a terra fazer o seu trabalho.
Não houve pedra alguma, ela nem ao menos resvalara, toda aquela situação já estava sendo demais pra mim. Enquanto eu trocava o pneu, a menina reclamava impaciente dizendo que se tivesse ido de ônibus ainda chegaria mais rápido em Buona vita, eu não pude suportar minha raiva, e nem quis suportar, me virei e acertei seu crânio com a chave de rodas fazendo a garota morrer instantaneamente. Era mais pesada do que parecia, coloquei seu corpo no porta malas, dei partida e saí em direção ao monte do javali, que naquela época era onde se praticava a caça ao javali. Entrei na estrada de terra, uma estrada íngreme e de difícil acesso, demorei pouco mais de vinte minutos para chegar onde eu iria enfim desovar o corpo que "descansava" no porta malas de meu maverick 73. Retirei o corpo, o despi, e o arrastei em direção à "vala", a vala era onde os caçadores despejavam os restos mortais de suas caças, e era onde a Srta. Jolene ficaria até a terra fazer o seu trabalho.
terça-feira, 29 de junho de 2010
Jolene
A loucura ou insânia é segundo a psicologia uma condição da mente humana caracterizada por pensamentos considerados "anormais" pela sociedade. É resultado de doença mental, quando não é classificada como a própria doença.
Noite após noite eu ia perdendo o sono com aquilo que mais me dava prazer, o ócio me arrebatava e a morte gritava em meu ouvido, morte fria que não ouve o lamentar de seus corpos flagelados e decadentes.
Acordei eu em um salto, suando frio, coração palpitando, isso se eu ainda tivesse algum coração. Muitos pesadelos me atormentaram novamente naquela noite, eu era agora quase como um vampiro procurando por sangue. Peguei a chave do carro, um maverick 73 verde, entrei e pisei fundo, saí de meu bairro, cruzei a linha do trem e entrei na avenida principal de Malta, em direção à parte interiorana da cidade. Antes de descer para a entrada da estrada de terra havia um ponto de ônibus onde vagamente alguém ficava por ser distante da cidade, portanto mais perigoso. Naquele dia fora diferente, ao entrar na descida mesmo um tanto longe visualizei a moça que sentada esperava pelo transporte, naquela época era um tanto demorado e com certeza não era o melhor transporte publico do mundo, então decidi dar-lhe uma carona mesmo eu inquieto e suando frio. A mocinha já era conhecida, pois diariamente eu comprava o jornal junto à banca de seu pai. A bela moça me informara que estava indo à cidade vizinha comprar placas de chumbo para as impressoras de seu pai, já que ele era o principal fornecedor de jornais da cidade.
Seguíamos caminho então para a cidade de Buona vita, uma cidade de imigrantes italianos, pequena mas bem desenvolvida para a época quando um dos pneus furou, eu imediatamente quando percebi saí do carro, já não era o melhor de meus dias e isso o tornara pior, a moça muito atenciosa dirigiu-se até mim para oferecer ajuda, mas dispensei e sugeri que ficasse fora do carro. Peguei a chave de rodas, o macaco e fui fazer o trabalho, não havia uma alma viva no local e o sol estava me enlouquecendo cada vez mais, eu não sabia o quanto mais eu podia agüentar. Soltei a chave de rodas, sentei e descansei ao lado do carro. Levantei-me um tempo depois, acabei o serviço e entrei no carro, e a moça ia fazendo o mesmo, e se não fosse por um pedregulho ela teria entrado e teríamos partido. Quando ia caminhando em direção ao carro a bela moça resvalara em um pedregulho solto na estrada, fazendo a cair e ficar inconsciente ao encontrar o chão. Rapidamente saí do carro, verifiquei sua pulsação e talvez já estivesse muito tenso e a loucura me tomara conta nesses dias então nada senti ao tocar seu pulso,imediatamente abri o porta malas do carro onde despejei seu corpo. Lembro-me apenas que dei partida e saí, e talvez até o próximo post eu tenha lembrado algo novo para lhe contar.
Noite após noite eu ia perdendo o sono com aquilo que mais me dava prazer, o ócio me arrebatava e a morte gritava em meu ouvido, morte fria que não ouve o lamentar de seus corpos flagelados e decadentes.
Acordei eu em um salto, suando frio, coração palpitando, isso se eu ainda tivesse algum coração. Muitos pesadelos me atormentaram novamente naquela noite, eu era agora quase como um vampiro procurando por sangue. Peguei a chave do carro, um maverick 73 verde, entrei e pisei fundo, saí de meu bairro, cruzei a linha do trem e entrei na avenida principal de Malta, em direção à parte interiorana da cidade. Antes de descer para a entrada da estrada de terra havia um ponto de ônibus onde vagamente alguém ficava por ser distante da cidade, portanto mais perigoso. Naquele dia fora diferente, ao entrar na descida mesmo um tanto longe visualizei a moça que sentada esperava pelo transporte, naquela época era um tanto demorado e com certeza não era o melhor transporte publico do mundo, então decidi dar-lhe uma carona mesmo eu inquieto e suando frio. A mocinha já era conhecida, pois diariamente eu comprava o jornal junto à banca de seu pai. A bela moça me informara que estava indo à cidade vizinha comprar placas de chumbo para as impressoras de seu pai, já que ele era o principal fornecedor de jornais da cidade.
Seguíamos caminho então para a cidade de Buona vita, uma cidade de imigrantes italianos, pequena mas bem desenvolvida para a época quando um dos pneus furou, eu imediatamente quando percebi saí do carro, já não era o melhor de meus dias e isso o tornara pior, a moça muito atenciosa dirigiu-se até mim para oferecer ajuda, mas dispensei e sugeri que ficasse fora do carro. Peguei a chave de rodas, o macaco e fui fazer o trabalho, não havia uma alma viva no local e o sol estava me enlouquecendo cada vez mais, eu não sabia o quanto mais eu podia agüentar. Soltei a chave de rodas, sentei e descansei ao lado do carro. Levantei-me um tempo depois, acabei o serviço e entrei no carro, e a moça ia fazendo o mesmo, e se não fosse por um pedregulho ela teria entrado e teríamos partido. Quando ia caminhando em direção ao carro a bela moça resvalara em um pedregulho solto na estrada, fazendo a cair e ficar inconsciente ao encontrar o chão. Rapidamente saí do carro, verifiquei sua pulsação e talvez já estivesse muito tenso e a loucura me tomara conta nesses dias então nada senti ao tocar seu pulso,imediatamente abri o porta malas do carro onde despejei seu corpo. Lembro-me apenas que dei partida e saí, e talvez até o próximo post eu tenha lembrado algo novo para lhe contar.
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Conflito
Era uma sexta feira muito fria para sair de casa, então fiquei trancado em meu quarto dedicando-me à pintura, sempre gostei de pintar, e costumava pintar campos floridos.
Naquela noite senti a loucura dentro de mim, estava a alguns meses tomando rivotril, um remédio para ansiedade, mas na ultima semana não havia tomado, eu precisava me controlar, comecei a suar frio, tremer, e em poucos minutos minha pintura estava destruída. As vezes matar se tornava um vício pra mim e eu começava a odiar tudo aquilo, todo o mundo ao meu redor, e até o maldito ar que eu respirava. Andei de um lado para o outro então encontrei na geladeira em meio a azeitonas e milho enlatado uma garrafa de rum que nem lembrava que estava por lá, ocupava tanto meu tempo matando as pessoas e bebendo café que esquecia até do que alguns achavam de suma importância. Bebi meia garrafa e resolvi deitar-me, a tremedeira não parava, comecei a ter alucinações, ver as pessoas de quem eu tinha tirado a vida, elas gritavam e olhavam para mim, bebi mais um gole de rum então fechei meus olhos com força, tentando colocar meus pensamentos apenas na vontade de dormir. Estaria eu ficando louco? O medo me tomou por completo, e pela primeira vez não me senti grande diante das pessoas, senti medo e o primeiro indicio de loucura. Não sei se foi o remédio, o início de outra doença ou a minha morte silenciosa começando a dar seus primeiros sussurros, mas aquilo começara a acontecer repetidamente, e eu começava a ficar escravo do meu próprio eu.
Naquela noite senti a loucura dentro de mim, estava a alguns meses tomando rivotril, um remédio para ansiedade, mas na ultima semana não havia tomado, eu precisava me controlar, comecei a suar frio, tremer, e em poucos minutos minha pintura estava destruída. As vezes matar se tornava um vício pra mim e eu começava a odiar tudo aquilo, todo o mundo ao meu redor, e até o maldito ar que eu respirava. Andei de um lado para o outro então encontrei na geladeira em meio a azeitonas e milho enlatado uma garrafa de rum que nem lembrava que estava por lá, ocupava tanto meu tempo matando as pessoas e bebendo café que esquecia até do que alguns achavam de suma importância. Bebi meia garrafa e resolvi deitar-me, a tremedeira não parava, comecei a ter alucinações, ver as pessoas de quem eu tinha tirado a vida, elas gritavam e olhavam para mim, bebi mais um gole de rum então fechei meus olhos com força, tentando colocar meus pensamentos apenas na vontade de dormir. Estaria eu ficando louco? O medo me tomou por completo, e pela primeira vez não me senti grande diante das pessoas, senti medo e o primeiro indicio de loucura. Não sei se foi o remédio, o início de outra doença ou a minha morte silenciosa começando a dar seus primeiros sussurros, mas aquilo começara a acontecer repetidamente, e eu começava a ficar escravo do meu próprio eu.
terça-feira, 22 de junho de 2010
Hora extra
Fiquei cinco anos pensando por qual motivo eu matava pessoas, mas percebi que já havia pensado o bastante sobre isso, eu já conhecia o ser humano o bastante pra saber de mim mesmo.
Após lançar um corpo totalmente inerme ao rio, percebi que eu iria aumentar minha cota aquele dia. Alguém observara toda a minha ação, e graças aos galhos secos, percebi que eu tive um espectador. Corri muito, feito um louco atrás do tal espectador, até o perder de vista. Comecei andar lentamente na mata, mal podia ouvir o estalar dos galhos no chão, exceto um, mas não tinha sido eu que havia pisado, mal tive tempo de me virar, lembro que apenas ouvi um estalo e o barulho do impacto do galho podre em minha cabeça, caí no chão e me voltei para o agressor, foi quando levei outra bofetada, essa vez um belo soco entre o nariz e a boca, tentei levantar, mas não consegui e continuava apanhando muito, já podia sentir o gosto do sangue em minha boca, de fato o sabor era bem melhor do que muitos por aí. Eu procurava por algo no chão enquanto apanhava, até que minhas mãos encostaram-se a uma pedra. Esforcei-me, soltei uma de minhas pernas já que o agressor me batia de cima e lhe desferi um chute, aproveitando a oportunidade imediatamente “levei” a pedra direto ao crânio do maldito, e o mesmo jorrou muito sangue. O tal "matador" gritava de dor, enquanto o pânico por ver tanto sangue seu saindo como água de sua cabeça o tomava por completo. Ele implorava pela vida, e eu lhe dei um chute "bem dado" no meio do seu estomago, amarrei seus pés, suas mãos, então calei sua boca com um pedaço da camisa da vadia que fora nadar um pouco antes que aquele idiota tivera a péssima idéia de me observar. Arrastei o maldito até o mesmo rio do trabalho anterior, e então despejei o "grande nadador" do dia ainda vivo para que aprendesse umas lições de mergulho.
Após lançar um corpo totalmente inerme ao rio, percebi que eu iria aumentar minha cota aquele dia. Alguém observara toda a minha ação, e graças aos galhos secos, percebi que eu tive um espectador. Corri muito, feito um louco atrás do tal espectador, até o perder de vista. Comecei andar lentamente na mata, mal podia ouvir o estalar dos galhos no chão, exceto um, mas não tinha sido eu que havia pisado, mal tive tempo de me virar, lembro que apenas ouvi um estalo e o barulho do impacto do galho podre em minha cabeça, caí no chão e me voltei para o agressor, foi quando levei outra bofetada, essa vez um belo soco entre o nariz e a boca, tentei levantar, mas não consegui e continuava apanhando muito, já podia sentir o gosto do sangue em minha boca, de fato o sabor era bem melhor do que muitos por aí. Eu procurava por algo no chão enquanto apanhava, até que minhas mãos encostaram-se a uma pedra. Esforcei-me, soltei uma de minhas pernas já que o agressor me batia de cima e lhe desferi um chute, aproveitando a oportunidade imediatamente “levei” a pedra direto ao crânio do maldito, e o mesmo jorrou muito sangue. O tal "matador" gritava de dor, enquanto o pânico por ver tanto sangue seu saindo como água de sua cabeça o tomava por completo. Ele implorava pela vida, e eu lhe dei um chute "bem dado" no meio do seu estomago, amarrei seus pés, suas mãos, então calei sua boca com um pedaço da camisa da vadia que fora nadar um pouco antes que aquele idiota tivera a péssima idéia de me observar. Arrastei o maldito até o mesmo rio do trabalho anterior, e então despejei o "grande nadador" do dia ainda vivo para que aprendesse umas lições de mergulho.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
"Virgem eternamente"
Ficar o dia inteiro em casa mofando me causa náuseas, posso tentar me ocupar, mas com o que eu gosto de passar o tempo está lá fora, nas ruas.
Saí de casa às dezenove horas, já estava escuro já que o horário era o "tradicional", desci pelas escadas que por mais fraco que eu tentasse pisar, uma delas sempre rangia, não importava quantas vezes trocassem, elas ainda continuavam a "gritar".
Malta não tinha praias, mas tinha um lago que ficava dentro de um parque, o "Parque das flores", era grande, um ótimo lugar para minhas vítimas passearem, e era onde eu ficava nas noites de ócio para relaxar. Lá era o lugar onde prostitutas costumavam ficar, marcar encontros ou até mesmo trabalhar. [risos] Naquela noite encostei-me na grade que dividia o lago do restante do parque, e logo mais à minha frente sentada em um banco estava uma das "filhas da noite". Fazia certo tempo que não recebia ninguém em minha residência, resolvi então pagar pelo sexo. Sentei-me ao seu lado então começamos a conversar e após dez minutos de conversa saímos e fomos para a parte mais baixa do parque. Um emaranhado de árvores que mais parecia engolir quem se atrevesse a entrar. Existiam pequenas clareiras que ficavam em meio aos arbustos na margem das trilhas, e foi numa dessas clareiras que entramos. Não posso mentir, ela era uma mulher muito atraente, seus olhos eram azuis, sua pele macia e morena, eu não ousava fixar o olhar por muito tempo, pois sabia que antes de assassino eu ainda era humano.
Terminado o "trabalho", ambos nos vestimos rapidamente, e eu fingindo o caminho de um beijo empurrei sua cabeça de encontro à uma das árvores, o choque foi forte o bastante para deixa-la desacordada. Deitei seu corpo de bruço então pressionei sua cabeça de modo que a terra fizesse o trabalho por mim. Recuperei meu dinheiro então voltei para casa.
Saí de casa às dezenove horas, já estava escuro já que o horário era o "tradicional", desci pelas escadas que por mais fraco que eu tentasse pisar, uma delas sempre rangia, não importava quantas vezes trocassem, elas ainda continuavam a "gritar".
Malta não tinha praias, mas tinha um lago que ficava dentro de um parque, o "Parque das flores", era grande, um ótimo lugar para minhas vítimas passearem, e era onde eu ficava nas noites de ócio para relaxar. Lá era o lugar onde prostitutas costumavam ficar, marcar encontros ou até mesmo trabalhar. [risos] Naquela noite encostei-me na grade que dividia o lago do restante do parque, e logo mais à minha frente sentada em um banco estava uma das "filhas da noite". Fazia certo tempo que não recebia ninguém em minha residência, resolvi então pagar pelo sexo. Sentei-me ao seu lado então começamos a conversar e após dez minutos de conversa saímos e fomos para a parte mais baixa do parque. Um emaranhado de árvores que mais parecia engolir quem se atrevesse a entrar. Existiam pequenas clareiras que ficavam em meio aos arbustos na margem das trilhas, e foi numa dessas clareiras que entramos. Não posso mentir, ela era uma mulher muito atraente, seus olhos eram azuis, sua pele macia e morena, eu não ousava fixar o olhar por muito tempo, pois sabia que antes de assassino eu ainda era humano.
Terminado o "trabalho", ambos nos vestimos rapidamente, e eu fingindo o caminho de um beijo empurrei sua cabeça de encontro à uma das árvores, o choque foi forte o bastante para deixa-la desacordada. Deitei seu corpo de bruço então pressionei sua cabeça de modo que a terra fizesse o trabalho por mim. Recuperei meu dinheiro então voltei para casa.
quarta-feira, 16 de junho de 2010
O quase
Em um determinado dia todos sentirão o gosto da morte e poderão deliciar-se com um de seus infinitos sabores.
Fui direto para a cafeteria aquela manha, comprei um jornal, sim um jornal, até o pior dos seres merece estar vivo as vezes. A primeira pagina estampava bem grande uma foto e texto com letras em negrito quase emitindo um alerta sobre um maníaco que andava agindo na região, e incrivelmente não falavam de mim. Enquanto eu ficava com raiva por ter que acabar com a "concorrência", era ela quem me vigiava. Voltei pra casa normalmente e fiquei por lá até anoitecer, e como de costume nas sextas feiras, fui ao cinema relaxar um pouco. Na volta resolvi fazer um caminho diferente, e passei por uma pequena rua por trás da igreja que estava em reforma na época, e como já tinha visto presas vivas por aqueles lados não custava nada jogar a linha para arriscar um peixe grande. Já na metade do caminho percebi que alguém me seguira até à pequena estrada de terra, foi quando joguei meu olhar para meus rastros e foquei logo em seguida no caminho que ainda viria, surgiu então em meio aos arbustos já me golpeando a suposta "concorrência". Mal pude ver a cara do maníaco, pois me acertara tão fortemente que fui de encontro ao chão instantaneamente. Apaguei por uns segundos e quando retomei a consciência o tal maníaco já estava me sufocando, com as duas mãos em meu pescoço, pressionara de tal forma que cheguei a pensar que fosse o fim.
Com dificuldade, pois mal respirava, retirei do bolso de meu casaco meu canivete, fiel escudeiro, que já me salvara a vida tantas vezes, e desta vez não seria diferente. Não pensei duas vezes e precisamente desferi o ataque direto em seu peito, uma incisão perfeita que só alguem com anos de experiência o faria. O sangue jorrou em meu rosto, era doce e quente, alguns já o descreveram como o sabor de um beijo, mas eu sabia que aquele na verdade era o sabor da morte.
Fui direto para a cafeteria aquela manha, comprei um jornal, sim um jornal, até o pior dos seres merece estar vivo as vezes. A primeira pagina estampava bem grande uma foto e texto com letras em negrito quase emitindo um alerta sobre um maníaco que andava agindo na região, e incrivelmente não falavam de mim. Enquanto eu ficava com raiva por ter que acabar com a "concorrência", era ela quem me vigiava. Voltei pra casa normalmente e fiquei por lá até anoitecer, e como de costume nas sextas feiras, fui ao cinema relaxar um pouco. Na volta resolvi fazer um caminho diferente, e passei por uma pequena rua por trás da igreja que estava em reforma na época, e como já tinha visto presas vivas por aqueles lados não custava nada jogar a linha para arriscar um peixe grande. Já na metade do caminho percebi que alguém me seguira até à pequena estrada de terra, foi quando joguei meu olhar para meus rastros e foquei logo em seguida no caminho que ainda viria, surgiu então em meio aos arbustos já me golpeando a suposta "concorrência". Mal pude ver a cara do maníaco, pois me acertara tão fortemente que fui de encontro ao chão instantaneamente. Apaguei por uns segundos e quando retomei a consciência o tal maníaco já estava me sufocando, com as duas mãos em meu pescoço, pressionara de tal forma que cheguei a pensar que fosse o fim.
Com dificuldade, pois mal respirava, retirei do bolso de meu casaco meu canivete, fiel escudeiro, que já me salvara a vida tantas vezes, e desta vez não seria diferente. Não pensei duas vezes e precisamente desferi o ataque direto em seu peito, uma incisão perfeita que só alguem com anos de experiência o faria. O sangue jorrou em meu rosto, era doce e quente, alguns já o descreveram como o sabor de um beijo, mas eu sabia que aquele na verdade era o sabor da morte.
Nitrito de sódio
Estava eu saindo com uma pessoa, já fazia um mês, e achei que já estava ficando serio demais.
Acordei cedo aquele dia, e embora a insonia me corrompesse noite após noite, eu ainda tinha forças para levantar e beber meu café, o pequeno veneno que vai me matando aos poucos, depois do cigarro era meu unico grande vicio.
Fui fazer mercado,passei na padaria, na vinicula, na casa de velas e por ultimo na casa de um conhecido, um "amigo de outro amigo" seria a melhor forma de dizer. Tudo perfeito para aquela noite muito importante.
Por volta das dezoito horas comecei os preparativos, o frango ja estava no forno,
o vinho na geladeira, faltava apenas cuidar da mesa e alguns detalhes finais.
Após o banho vesti meu melhor paletó, pois era uma noite realmente importante, insisto em dizer. Fui até a cozinha, despejei pouco mais de cinco miligramas de cianureto em uma das taças que aguardavam minha bela companhia, completei com vinho e depositei ambas sobre a mesa juntamente com as velas, que davam um ar muito romantico ao recinto. A campainha tocou logo em seguida, e minhas pernas tremeram. Abri a porta e me deparei com uma visão linda. Vestia um vestido vermelho como o vinho que eu comprara mais cedo e belos cabelos loiros que só de ver já me "chamavam" de tal forma que quase não resisti.
Tirei o frango do forno, e despejei sobre uma bandeja na mesa. Sentei-me e brindamos à vida, um tanto irônico para a minha pessoa, mas confesso que foi engraçado e por muito pouco não dei uma bela gargalhada. Ambos comemos e bebemos e aí sim eu finalmente gargalhei.
Não fazia a minima ideia de como seria, mas senti vontade de saber. Foi lindo ver seu rosto de espanto sem poder reagir, caída no chão, suas células sanguineas destruidas, parada respiratória, sistema nervoso central debilitado e por fim a morte nua e crua agindo em mais um ser humildemente mortal.
Acordei cedo aquele dia, e embora a insonia me corrompesse noite após noite, eu ainda tinha forças para levantar e beber meu café, o pequeno veneno que vai me matando aos poucos, depois do cigarro era meu unico grande vicio.
Fui fazer mercado,passei na padaria, na vinicula, na casa de velas e por ultimo na casa de um conhecido, um "amigo de outro amigo" seria a melhor forma de dizer. Tudo perfeito para aquela noite muito importante.
Por volta das dezoito horas comecei os preparativos, o frango ja estava no forno,
o vinho na geladeira, faltava apenas cuidar da mesa e alguns detalhes finais.
Após o banho vesti meu melhor paletó, pois era uma noite realmente importante, insisto em dizer. Fui até a cozinha, despejei pouco mais de cinco miligramas de cianureto em uma das taças que aguardavam minha bela companhia, completei com vinho e depositei ambas sobre a mesa juntamente com as velas, que davam um ar muito romantico ao recinto. A campainha tocou logo em seguida, e minhas pernas tremeram. Abri a porta e me deparei com uma visão linda. Vestia um vestido vermelho como o vinho que eu comprara mais cedo e belos cabelos loiros que só de ver já me "chamavam" de tal forma que quase não resisti.
Tirei o frango do forno, e despejei sobre uma bandeja na mesa. Sentei-me e brindamos à vida, um tanto irônico para a minha pessoa, mas confesso que foi engraçado e por muito pouco não dei uma bela gargalhada. Ambos comemos e bebemos e aí sim eu finalmente gargalhei.
Não fazia a minima ideia de como seria, mas senti vontade de saber. Foi lindo ver seu rosto de espanto sem poder reagir, caída no chão, suas células sanguineas destruidas, parada respiratória, sistema nervoso central debilitado e por fim a morte nua e crua agindo em mais um ser humildemente mortal.
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